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Paraíba tem índice de mortalidade materna 150% superior ao aceitável pela ONU e Camila defende Programa Estadual para reduzir óbitos

No Brasil, em 2018 ocorreram 44 mortes maternas para cada 100 mil partos no Brasil, contra 14 nos EUA e três na Finlândia

30/05/2019 14h05
Por: Paraíba 10
Fonte: Paraíba 10, com assessoria
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No Dia de Luta Nacional pela Redução da Mortalidade Materna, comemorado na última terça-feira, 28 de maio, a deputada estadual e presidente da Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa, Camila Toscano (PSDB), defendeu a adoção de um Programa Estadual, que concentre medidas que diminuam os índices de morte e de maus tratos às mulheres grávidas e que seja desenvolvido em parceria com os municípios. Na Paraíba, segundo dados do Observatório da Criança, da Fundação Abrinq, a cada 10 mil bebês que nascem vivos no Estado, 87,4% das mães morrem por conta de problemas no parto. O índice é 150% superior ao aceitável pela Organização Mundial de Saúde (ONU).
 
“Faltam pré-natais acessíveis e de qualidade, maternidades com estrutura para atendimento adequado e assistência ao parto feita por profissionais capacitados, empáticos e em número suficiente para um olhar cuidadoso e atento. Muitas mulheres ainda são vítimas de violência obstétrica e precisamos superar muitas dificuldades na hora da chegada dos filhos. É preciso um programa que reúna uma política única para a diminuição desses números e ofereça condições dignas para as mulheres”, defendeu Camila. 
 
No Brasil, em 2018 ocorreram 44 mortes maternas para cada 100 mil partos no Brasil, contra 14 nos EUA e três na Finlândia. “O mais assustador é que 92% destas mortes são evitáveis e, para cada morte, outras 30 mulheres quase morrem e ficam com sequelas”, comentou a deputada.
 
Camila Toscano lembrou ainda que, conforme o Data SUS, 60% dos partos que acontecem no Estado são concentrados em João Pessoa e em Campina Grande e 116 municípios da Paraíba não realizam esses procedimentos. “Quem não lembra do governador Ricardo Coutinho bradando, ainda na campanha, que os paraibanos iriam voltar a nascer nas suas cidades, sem precisar que suas mães se deslocassem para outros municípios para dar a luz? Infelizmente essa promessa não saiu do papel e falta infraestrutura e profissionais para possibilitar que isso aconteça”, lamentou.

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